sexta-feira, 23 de Março de 2012 09:27h Atualizado em 23 de Março de 2012 às 11:33h. Marina de Morais

Maurício Kubrusly revela Divinópolis para o Fantástico

Em entrevista à Gazeta do Oeste, Maurício Kubrusly, repórter do Fantástico, revista eletrônica semanal da Rede Globo, revelou um pouco sobre seu trabalho na região

Em entrevista à Gazeta do Oeste, Maurício Kubrusly, repórter do Fantástico, revista eletrônica semanal da Rede Globo, revelou um pouco sobre seu trabalho na região. Ele esteve em Divinópolis para fazer uma reportagem sobre um dos atuais ícones da cidade, o Padre Chrystian Shankar.


Qual é o foco da sua reportagem: é o evento religioso (Missa da Família) ou o Padre Chrystian?

O nosso foco é ele, o padre que apareceu em uma cidade de Minas, o que ele faz, a quantidade de gente que vai atrás dele, como essa quantidade aumentou em tão pouco tempo, e é quase um fanatismo. A primeira missa dele tinha 4, 8 pessoas, eu acho, e hoje tem essa multidão toda, que só tende a crescer. Ele teve essa coisa esperta de entrar na internet através do Youtube. Quero mostrar um pouco sobre quem é essa pessoa, o que ele pensa, como ele faz, porque ele faz isso, as ideias que ele teve para montar esse esquema. E essa coisa muito particular dele, de falar de uma maneira absurdamente simples para pessoas simples, sobre as coisas mais importantes da vida das pessoas, sejam homens, sejam mulheres. Ou seja, ele fala basicamente sobre a relação das pessoas: dos casamentos, das separações, das paixões, do sexo, fala bastante sobre sexo. É uma coisa que está no dia-a-dia de todo mundo. Aparentemente, todo mundo queria uma vida diferente. A gente tem essa impressão no planeta. E ele maneja isso muito bem.
Então, essa semana, na redação do Fantástico, por acaso alguém viu o clipe dele no Youtube, aí um fala com um, o um fala com outro, falaram comigo, falaram com outras pessoas da redação. E eu fiquei no meio, dizendo: Vamos lá! Vamos lá, vamos ver se faz já porque isso aí nitidamente vai explodir e vamos ver se a gente dá antes! Acabou a direção do Fantástico achando que era uma boa ideia e aqui estou.

Quando você se depara com uma matéria como essa, que envolve fé, o que além da religião você aborda?

Eu não faço nada especifico sobre religião. Neste caso, para mim é um personagem, é centrado nele. Então é o que ele faz, como ele pensa, porque ele faz desse jeito, como ele montou esse esquema dele, é isso que a gente vai mostrar na reportagem do Fantástico.
Claro que como eu sou uma pessoa que brinca muito, então, tem uma porção de brincadeiras como, por exemplo, dentro da casa dele tinha três bonequinhos do Big Brother (dos olhos grandes). Aí eu disse: você acompanha o Big Brother? Aí ele contou a história de por que os bonequinhos estavam lá. Ele é muito bom, muito esperto nas respostas, muito seguro de si. Ele não nega nenhuma pergunta, ele responde na lata, direto.

Nas suas andanças aqui por Minas Gerais, o que mais de interessante você viu?  


Com aquela série Me Leva Brasil, que começou no primeiro domingo do ano 2000, nos primeiros 4 anos todo domingo eu estava no Fantástico com alguma história, de algum município do Brasil. Foi um período maravilhoso na minha vida de jornalista porque eu sou apaixonado pelo Brasil, e mais ainda pelas pessoas que vivem longe das grandes cidades. Essas são as que mais me interessam, essas tem histórias para contar, coisas originais, não vivem da moda, assim, totalmente ligado ao que está na moda naquele momento etc. E nesse tempo inteiro, teve uma coisa que foi ficando clara para mim que é um negócio chamado Minas Gerais. Isso ficou mais claro quando eu resolvi escrever o livro. Eu escrevi um livro chamado Me Leva Brasil, em que eu conto um pouco das coisas que eu vivi nesses anos todos que eu ando pelo Brasil, nessa marca Me Leva Brasil. E a coisa ficou tão clara na hora que eu estava montando o livro, que é o único estado que tem uma parte exclusiva dele, ou seja, o único momento no livro que vai assim: um negócio chamado Minas Gerais. Porque todos os municípios que eu estive, nenhum eu achei que tinha essa variedade e essa quantidade de histórias surpreendentes que tem aqui em Minas. Minas é um lugar de grandes contadores de história, de grandes causos, especialíssimos. Então, eu tenho uma paixão por Minas. Quando na redação, essa semana, há uns três dias atrás alguém falou disso, eu perguntei: aonde é isso? É em Minas, ele falou. Minas? Eu quero! Porque eu sabia que se é de Minas é uma coisa boa e está aí uma prova disso. A história dele é muito boa.

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