quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011 13:04h Flávia Brandão

Reta Eleição Mesa Diretora

Jaime Martins avalia que PR tem que participar das negociações, mas não interfere no processo

“Em meus 17 anos de mandato jamais fiz qualquer interferência, que pudesse prejudicar a normalidade dos trabalhos da Câmara Municipal de Divinópolis”. Essa é a resposta da liderança maior do PR em Divinópolis, Jaime Martins, acerca das reclamações feitas, em plenário, por vereadores na última semana em que foi citada a forte interferência por parte de deputados da cidade e do Prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) no processo de eleição do próximo presidente Mesa Diretora da Câmara.
O deputado federal Jaime Martins (PR) ressaltou que sempre buscou auxiliar o Legislativo Municipal quando algo lhe é demandando, mas “jamais quis dominar, alterar ou mudar a consciência de qualquer parlamentar para votar com esse ou aquele candidato”. O parlamentar avalia que todos os 13 vereadores têm condições de ocupar a presidência e classifica como “natural”, o desejo de muitos quererem gerir o Legislativo Municipal. “Não é que eu acho que o PR tenha que presidir a Casa, mas acho que o PR não pode ser excluído desse processo de discussão. Se temos um vereador do partido que pretende ser candidato é natural, que seja elevado em consideração nos debates e nas conversações”, declarou.
Interferência
O parlamentar alegou que se vereador manifestou, que está havendo muita interferência com certeza não é dele (Jaime Martins). “Eu não tenho sequer participado com mais profundidade dessas articulações, procuro sempre ter uma postura propositiva mais discreta em relação a isso porque sei verdadeiramente, que os destinos da Câmara Municipal e a escolha de seu presidente depende do voto dos vereadores, que são políticos amadurecidos para fazer a melhor escolha”, declarou.
Eleições Municipais
O grande problema na opinião do deputado é que dentro da discussão da Mesa Diretora estão antecipando as eleição municipais de 2012. “O que ocorre é que as pessoas dentro das eleições da Câmara querem antecipar o pleito municipal. O candidato de determinado partido acaba sendo usado por um candidato, que quer ser prefeito, para começar a interferir na gestão, às vezes para fazer uma administração, que possa dificultar o gestor municipal. E isso também não é correto”, declarou o parlamentar.
Jaime destacou que a escolha do presidente deve ser feita, sobretudo focando o interesse público de Divinópolis, já as eleições de 2012 devem ser discutidas no momento que lhe cabe, ou seja, após o processo das convenções.

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