quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011 13:22h Sarah Rodrigues

Letrista afirma que secretaria selou acordo

Vereadora quer que composição seja documentada

A Gazeta do Oeste divulgou nos últimos dias um impasse entre os pintores letristas e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmappu). Os letristas alegaram que a secretaria estaria informando aos donos das faixas e não aos pintores em relação às irregularidades. Na tarde desta terça-feira (13) Antônio Barbosa usou a tribuna livre para relatar aos vereadores o problema e afirmou que um acordo foi selado entre a classe e a Semmappu.
Durante seu pronunciamento, Barbosa explicou aos parlamentares o problema, que segundo ele vinha ocorrendo há pelo menos 5 meses.“De uns quatro meses para cá a situação ficou pior porque a Semmappu começou a seguir a turma, foi feito um acordo que no centro não poderia fixar faixas, só ficou os bairros, o nosso acordo com o meio ambiente é que alguém da secretaria avisaria o pintor e tiraria a faixa se fosse o caso.Mas nos últimos meses a secretaria começou a falar com o dono da faixa, o que começou a prejudicar o pintor”.


O letrista ficou preocupado com a situação, segundo ele os pintores são todos de idade e tiram suas rendas familiares através do trabalho. “Hoje em dia a trabalho do letrista em Divinópolis se resume a pintar faixa, não fazemos placas, não pintamos muros, se acabar as faixas acabou a profissão”, contou.
Para Antônio após a publicação da matéria as autoridades se preocuparam com o problema. “Dei entrevista a alguns órgãos de imprensa e o Pedro Coelho me procurou, nós tivemos uma audiência às 10h e pelo menos ele concordou que a Semmappu estava errada e nós chegamos a um acordo e espero que dessa vez seja respeitado”. O pintor ressaltou que a Semmappu irá notificar sempre o pintor.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Pedro Coelho, na reunião com o pintor foi acordado que os fiscais todas as vezes que identificarem uma faixa irregular irão falar diretamente com o pintor e não com os donos das faixas. “Os fiscais quando observarem faixas irregulares irão ligar para os letristas”, confirmou o secretário.

 


Coelho ainda afirmou que a intenção da Semmappu não é autuar os letristas ou perseguirem, pois até agora nenhum auto de infração foi lavrado para a classe. “A gente entende que é um processo complicado, os letristas trabalham com isso a vida toda, mas a nossa intenção não é autuar, estamos orientando os pintores”, explica Pedro.

 

 

ACORDO


A vereadora Heloisa Cerri disse em plenário que é necessário uma regulamentação das faixas, porque os órgãos públicos sempre que precisam utilizam faixas. “As faixas para saudarem governadores, autoridades, são colocadas na cidade inteira, o que não concordo é isso, porque algumas podem e outras não”.
A parlamentar afirmou que enviará um ofício ao secretário para que o acordo seja firmado oficialmente. “Eu disse para o letrista que farei um ofício para o Pedro Coelho para que ele realmente endosse o pedido deles, para que decida de vez esta questão de uma forma justa, se não serão colocadas faixas de jeito nenhum, pois, se os letristas não podem colocar ninguém mais pode. Tem que normatizar a colocação dessas faixas”, pontuou Cerri.
 

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