quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011 13:20h Flávia Brandão

Auditoria SINTRAM

Irregularidades são comprovadas e ex-diretores são excluídos do quadro de filiados

A Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro Oeste (SINTRAM), no último dia 07,para apresentar processo administrativo bem como aplicar pena em desfavor de ex-diretores do sindicato referente ao mandato de 2005 a 2008- período que foram levantadas irregularidades no uso de recursos do sindicato - decidiu pela expulsão do quadro de filiados dos três ex-diretores, envolvidos no caso.


O diretor financeiro do SINTRAM, Frederico Vitor, explicou que os três ex-diretores envolvidos foram penalizados conforme a previsão do estatuto do sindicato, sendo que a medida foi proposta pelo Conselho Deliberativo e acatada durante Assembleia pela categoria. O diretor conta que o processo de instalação de auditoria era uma proposta antiga da então Chapa I, que hoje ocupa a administração. “Durante o processo, encontramos no sindicato a denúncia de irregularidades, da má utilização da máquina administrativa e como já havia a proposta a auditoria, ela veio a acontecer e de fato foi constatado que as denúncias se comprovaram com irregularidades na utilização do SINTRAM CARD, que é o nosso cartão de convênio, por intermédio de ex-diretores”, disse. Frederico explicou que o profissional escolhido foi indicado pelo Conselho Fiscal e o nome ratificado em assembleia.


Valores


Questionado sobre os valores, que foram apuradoscomo fruto das irregularidades, Frederico disse que o SINTRAM não irá colocar os valores por agora, publicamente, em virtude que um processo, que está em andamento no Ministério Público.“Temos que enviar todo o processo inclusive a auditoria para o Ministério Público, que irá verificar se irá tomar uma atitude ou não no que dizrespeito aos envolvidos. As pessoas terão acesso a esse documento, que se tornará público quando ele chegar o Ministério” declarou.
Medida administrativa
Frederico pontua que o SINTRAM se restringe a efetuar e se pronunciar a respeito da medida administrativa, conforme determina o estatuto, já em relação a qualquer outra atitude venha a sertomada por agentes externos eles terão postura imparcial.  “A principal questão foi resolvida, ou seja, os filiados do SINTRAM escolheram o destino de cada um dos envolvidos. Qualquer coisa que acontecer externamente, que fuja ao controle da diretoria, o sindicato não toma nenhum tipo de posicionamento, porque o mais importante já foi verificado, não digo punição, mas o cumprimento do estatuto no que diz respeito à falta cometida pelos ex- diretores” declarou.


Exclusão


Questionado sobre os direitos, que os servidores perdem com essa exclusão, Frederico explicou que como servidores da Prefeitura de Divinópolis não hánenhuma perda, mas em relação ao SINTRAM ocorre a perda do vínculo sindical e juntamente a isso todos os serviços oferecidos como: usodo cartão vale compra, curso de informática, plano de saúde, etc.


Inédito


O diretor explica que essa auditoria é inédita nos 24 anos de existência do SINTRAM e ele defende que a mesma seja uma rotinadentro das próximas administrações, visto que por meio do processo fica resguardada a “valorização do sindicato e trato administrativo, que os diretores devem ter com a máquina sindical”, preservando a grande importância política da entidade em Divinópolis e região,bem como sua a marca comercial, SINTRAMCARD, que é muito forte. “A reposição dos valores é importante, mas tem peso menor do que o processo de auditoria realizado, que marca uma data histórica no sindicato, o que é inédito e uma grande conquista para a história do sindicato”, declarou.


Pagamento


Questionado sobre os valores que estão sendo pagos pelos ex-diretores, o diretor financeiro explicou que o montante não foi corrigido e que esses “valores subtraídos dos cofres do sindicato” só estão sendo pagos porque os então diretores fizeram o termo de confissão de dívida e manipularam o sistema para promover o parcelamento.  “Não foi nenhuma medida adotada pela atual diretoria o recebimento e devolução desses valores. Todo o ato ilícito inclusive a sua devolução parcelada foi feita pelos então diretores, que foram comprovadamente envolvidos nessa situação e excluídos do seu vínculo com a entidade sindical”, declarou Frederico. 

 

 

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Histórico


Em janeiro de 2009, o atual presidente do SINTRAM, Silvânio Alves, foi quem recebeu a denúncia de que três diretoreshaviam realizando parcelamentos a “perder de vista”, usando o recurso do sindicato. Silvâniobuscou apurar a denúncia junto aos servidores, que trabalham fazendo a rotina do SINTRAM e foi verificado parcelamento de valores altos de até 60 meses. Em reunião com a diretoria, Alves expos o caso e deu nomes aos envolvidos estabelecendo o prazo de 72 horas para devolução do dinheiro, caso contrário iria levar a denúncia a Policia. “Como eles não devolveram o dinheiro eu levei a Polícia e fiz a denúncia do desvio de recurso, não sei que pé está, mas sei que chegou ao Ministério Público”, disse.
Pelo fato de ser presidente na época, Silvânio ressaltou que como “obrigação ética” não participou do processo de auditoria deixando tanto o auditor como conselho fiscal livres para pesquisar qualquer tipo de irregularidade contra ele, no entanto nada foi encontrado contra sua pessoa..
Silvânio justificou que na época não tinha conhecimento de tudo que acontecia no sindicato porque fica mais trabalhando junto à base levantando as reivindicações, do que na sede da entidade.
 

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