quinta-feira, 24 de Novembro de 2011 10:10h Paulo Reis

Polícia Militar e população unidos contra a criminalidade

Polícia e Órgãos Municipais desenvolvem projetos para combate a criminalidade. Números demonstram queda significativa no número de prisões e apreensões feitas no município, principalmente de menores

As estatísticas atuais têm apresentado números preocupantes quanto ao crescimento da marginalidade cada vez mais cedo no seio adolescente e infantil da população.
As políticas e ações para combate a esse problema social são desenvolvidas por órgãos de grande expressividade nas cidades. Polícia Militar e determinados órgãos municipais tem garantido períodos de sossego quando o assunto é o envolvimento de crianças e adolescentes com as drogas e o tráfico.
No ano de 2010 foram registrados em Divinópolis, de acordo com dados da PM, 505 ocorrências de uso de drogas, destas 440 envolveram maiores de 18 anos e 65 menores. Até novembro deste ano os militares registraram 217 ocorrências sendo 180 envolvendo maiores de idade e 37 menores. Este balanço aponta uma queda expressiva no envolvimento de menores no uso de crack, maconha e demais entorpecentes. 


O combate a este mal que tanto assola a sociedade tem sido desenvolvido sob a forma de tripé, no qual as duas pontas da base se concentram as ações da polícia e dos órgãos municipais junto às famílias e na ponta se concentra o público alvo: as crianças e adolescentes que recebem por meio dos projetos instruções para não se perder no submundo da criminalidade e das drogas.


No ano de 2010 foram presas 355 pessoas e apreendidas 104 ligadas diretamente com o tráfico. Para 2011 esses números caíram para 307 pessoas presas e 68 apreendidas. Uma queda de quase 50% nos números de menores apreendidos.


Não só em Divinópolis, como em todo o estado são desenvolvidos projetos que trabalham a consciência das pessoas para o não uso das drogas. O trabalho segue a linha educativa para que a proximidade dos militares não seja considerada como algo repressivo.


Os projetos atuais desenvolvidos são: PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas), JCC (Jovens Construindo a Cidadania) e a Patrulha Escolar lançada em 201, que consiste na presença de equipes compostas por um soldado masculino e outro feminino junto aos estudantes e a família.


O PROERD é trabalhado dentro das escolas e leva o aluno a escolher o caminho certo, o de estar longe das drogas. Cerca de 30.000 estudantes já passaram pelo projeto que existe desde o ano de 2000 no município. Infelizmente o projeto ainda não consegue cobrir toda a área do município, e se concentra nas áreas de maior risco.


O programa JCC atende atualmente Divinópolis e a cidade vizinha de Carmo do Cajuru, e é voltado mais para as questões que envolvem a cidadania, o respeito aos demais. Este projeto atende a cerca de 1000 estudantes por semestre.


Além dos projetos, alguns policiais também desenvolvem políticas junto a órgãos ou conselhos municipais, os quais prestam uma assessoria na parte de orientação. O COMAD (Conselho Municipal sobre Drogas) é um destes conselhos formado por diversas entidades públicas, ONG’s junto a população Civil. Outros órgãos já foram criados a partir das discussões sugestões realizadas pelo COMAD. Um exemplo disso é a subsecretaria municipal antidrogas.


Deixando um pouco de lado as questões preventivas e tratando das pessoas que já estão dependentes da droga, deve-se levar em consideração que estas, são pessoas doentes e precisam de ajuda. Os órgãos que trabalham diretamente com as pessoas já dependentes, que possuem uma relação de clínicas de tratamento terapêutico à essa dependência, o que muito facilita o processo de adaptação e melhora dos envolvidos.  
A presença da Polícia Militar nessas ações colabora ainda mais para aprendizagem e não deixa de ser um modo também de conhecer os aspectos dessa camada social.


De acordo com capitão Araújo, vice-presidente do COMAD, o conselho existe há algum tempo, mas só agora recebeu uma cara nova, uma estrutura mais desenvolvida e aplicada para realidade que a cidade vive.


O sucesso do trabalho preventivo destes órgãos, só será consistente com a participação maciça da comunidade, que irá colaborar por meio das denúncias, que deverão ser feitas por meio dos sistemas de integração da polícia, como o 181 no qual o denunciante pode dizer o que acontece de errado na sua região, não precisa falar o nome e ainda recebe uma senha para acompanhar o andamento da denúncia e o tradicional número de emergência 190, reafirmou o comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Júlio Teodoro Santos

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