quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011 14:53h Paulo Reis

Municípios mineiros apresentam alta no número de homicídios

As cidades observadas possuem população acima de 150 mil habitantes

Os resultados mais preocupantes, levando-se em consideração a evolução a partir de 2005, podem ser observados nas cidades de Juiz de Fora (de 1,80 para 5,02), Divinópolis, no Centro-Oeste (de 3,43 para 8,13), e Sete Lagoas, na Região Central, (que passou de 8,58, em 2005, para 18,10 em 2011).
Apesar do aumento desta taxa no município de Divinópolis neste período de 2005 a 2011, o índice ainda é considerado baixo tomando-se por base a quantidade de habitantes do município. A maior causa destas mortes ainda são as drogas, cerca de 99% dos casos apurados na cidade e região.
De 14 cidades mineiras com número de habitantes acima de 150 mil, 11 apresentaram crescimento na taxa de homicídios, por cada 100 mil habitantes, no período de janeiro a setembro de 2011, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Informações obtidas com a Polícia Militar apontam a cidade de Governador Valadares como a de maior crescimento em 2011 dessa taxa, com 82 assassinatos, resultando numa marca de 30,87 mortes para cada grupo de 100 mil moradores.


O município situado no Leste do Estado é seguido por Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, com 135 pessoas assassinadas entre janeiro e setembro deste ano, taxa de 29,07 homicídios por cada 100 mil habitantes. A maior cidade mineira, a capital, está apenas na sexta posição, com taxa de 19,63, totalizando 488 assassinatos no período analisado em 2011. No ano passado, a taxa foi de 16,72 na capital, um crescimento de 2,91 pontos.


Por outro lado, o da redução na taxa de homicídios, aparece Poços de Caldas, no Sul de Minas, Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Ipatinga, no Vale do Aço. Poços de Caldas teve o menor índice de homicídios em 2011 (1,30), e Juiz de Fora, o segundo menor (5,02).


Os números dos Dados também mostram a evolução dos índices de 2005 até 2011, sempre considerando, nestes anos, o intervalo de janeiro a setembro. Em 2006, Governador Valadares atingiu o maior índice de todas as cidades avaliadas, com taxa de 44,76 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. Apesar de liderar uma posição negativa quanto ao aspecto social, à cidade reduziu a taxa, em comparação com o estudo feito em 2005, de 34,54 para 30,87. O mesmo fenômeno é observado em Betim (de 43,74 em 2005 para 29,07, em 2011) e Belo Horizonte (de 28,38 para 19,63).
Um número de 21 homicídios foram praticados durante todo o ano de 2010, contra 24 cometidos até este mês. Um fator que soma nestes números são as disputas por pontos de droga, controle do tráfico. Na maioria das vezes homens que estão na faixa etária dos 25 anos são os mais atingidos.
Segundo o delegado de homicídios em Divinópolis, Marcelo Nunes Junior, a ausência de clínicas voltadas especificamente para reabilitação dos dependentes ainda é um ponto negativo para o combate a criminalidade na princesa do oeste.


Alguns inquéritos permanecem em andamento, já que o número de civis atuando é pequeno em relação à demanda. Atualmente a quantidade de policiais militares é superior ao dos agentes civis, esta diferença tem gerado questionamentos. A expectativa é que com abertura de novos concursos a chegada de mais profissionais acelerem os processos investigativos.


Combate Mundial

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou no começo de outubro, o Estudo Global de Homicídios 2011. Realizado com base em dados da Justiça Criminal e dos Sistemas de Saúde Pública de 207 países, o estudo apresenta um balanço dos índices de homicídios no mundo sob a ótica de gênero, por região e por armas de fogo.
A pesquisa também apresenta uma análise sobre o impacto da crise econômica mundial nos índices de homicídios e a relação entre tráfico de drogas e o crime organizado X homicídios.
Uma variedade de fontes nacionais e internacionais relacionadas a homicídios foi utilizada para reunir o conjunto de dados de Estatísticos.

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