terça-feira, 29 de Novembro de 2011 14:25h Flaviane Oliveira

Professores estão indignados com a aprovação do piso salarial

Possibilidade de greve no próximo ano não está descartada

 “Nós estamos atendendo à coletividade dos profissionais da Educação e de tal modo que nós vamos tornar a carreira mais atrativa e, por isso mesmo, mais adequada para termos melhores profissionais, cada vez mais motivados e vinculados a um papel tão importante que é o da Educação pública”, foi com essa afirmação que Anastasia, o governador de Minas justificou a aprovação das mudanças para a remuneração dos professores do estado.
Porém, a decisão desagradou e muito a classe dos professores. A representante do Sind-UTE, Marilda de Abreu Araújo, fala em nome dos professores, “O governo arbitrariamente, ditatorialmente, transferiu todo mundo para o regime de subsídio a partir de 2012, e ele divulga que está pagando 50% acima do piso nacional de R$712,00” explica.


Marilda afirma que o governo mente quando divulga as melhorias para a carreira dos professores da rede estadual, “O piso salarial nacional é R$712,00, para vencimento básico, se você jogar as suas vantagens vai muito além dos R$1.122,00 que ele está alegando e a gente quer dizer que não vamos parar a luta. O piso subiria 16,68% em janeiro de 2012. Ele não leva isso em consideração e está oferecendo para o novo regime 5% em abril. Com isso houve uma perda salarial imensa e que o governo através da mídia quer dizer que o sindicato mente e na realidade quem mente é o governo” fala indignada.

 

 

APROVAÇÃO


Na última semana, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou Projeto de Lei Nº 2355/2011, que consolida a aplicação do piso nacional da educação e que de acordo com o governo, assegura ganhos reais para os profissionais da educação, levando em conta o tempo de serviço e o nível de escolaridade de casa servidor.
O Projeto de Lei havia sido encaminhado pelo Governo de Minas à Assembleia em setembro e na última terça feira foi acrescido de um substitutivo, criando um modelo unificado de remuneração. De acordo com o Estado, no modelo unificado, o professor receberá, ao se aposentar, a remuneração integral que recebia na ativa e ainda a diferença entre o que o servidor recebia e o valor a ser recebido no modelo unificado será escalonado em quatro anos, até 2015.

 

INSATISFAÇÃO


De acordo com a representante do Sind-UTE, a classe dos professores estaduais está indignada com a aprovação do Projeto, “O projeto já foi aprovado e nós estamos indignados com os deputados que votaram a favor simplesmente porque o governador pediu” destaca. Quanto a novas paralisações, Marilda afirma que uma assembleia será realizada ainda em dezembro para definir a situação e as mobilizações serão intensificadas a partir de fevereiro do próximo ano.


Quando questionada sobre o período de duração da última greve, Marilda explica que a paralisação durou de oito de junho a 29 de setembro, “Está havendo a reposição das aulas com uma fiscalização intensa em cima da gente, tem Superintendências que criaram a figura do fiscal da greve. Estão tirando pessoas da superintendência e levando para dentro da escola para contar número de alunos, ver se o professor está sendo beneficiado, são coisas que só na época da ditadura a gente assistia, mas as aulas serão repostas e os alunos não terão prejuízo com isso” finalizou.

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