sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011 13:56h Luciano Eurides

Nem a chuva estragou ato solidário do Inter

Na noite de quarta-feira, no estádio Mendes Mourão foi realizado 2º Jogo Solidário Entre Amigos do Inter. Mesmo debaixo de muita chuva os atletas compareceram e o time de Leandro Ramos venceu por 8x6 a equipe de Daniel da Mata. O resultado, comemorado no bairro Interlagos terá uma representação muito importante, a felicidade de mil crianças.


A intenção da organização é reunir até domingo mil brinquedos e distribuí-los para aquelas crianças as quais poderão ficar sem presente nesse Natal. A arrecadação teve como primeira etapa o jogo de futebol, foram entregues 30 brinquedos (torcedores e jogadores) e ainda reuniu-se R$100,00 em dinheiro. A ação já conta com cerca de 200 kits escolares. Isso é 50% da meta e segundo Daniel da Mata a campanha se intensifica a partir de hoje. “Muita gente não pode comparecer ou fará uma doação maior e começa a ser reunida para domingo visitarmos as crianças”, informou um dos organizadores. Se alguém gostaria de ver uma criança sorrindo nesse Natal ainda pode fazer sua doação, o telefone para contato é 8818-5553, falar com Daniel, a equipe do Inter irá buscar sua doação.


O jogo teve a presença de atletas profissionais, como Douglas Cachorrão e Alessandro Fumaça. Jogadores do futebol amador e torcedores transformados em atletas. O resultado foi comemorado e chorado durante um encontro dos amigos, ocorrido logo após a partida, já no bairro Interlagos, mas quem realmente sairá vencedor será a solidariedade.

 

 

BRINQUEDO


O Inter arrecada brinquedos para as crianças, uma iniciativa também da maior ação social já vista nesse país. A Ação da Cidadania nasceu em uma época de intensa movimentação política no Brasil. Naquele ano, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, envolvido com grandes nomes da sociedade brasileira por causa do Movimento pela Ética na Política, movimento que liderou o pedido de impeachment do presidente Collor. De 1993 a 2005 milhares de toneladas de alimentos eram arrecadas anualmente e distribuídas a população carente. Em 2006, em uma coletiva de imprensa realizada no Centro Cultural, em 06 de junho, no Rio de Janeiro, o coordenador geral da Ação da Cidadania, Maurício Andrade, esclareceu os motivos que levaram a entidade a mudar o foco de atuação do Natal Sem Fome. A partir deste ano, a campanha que há 13 anos arrecada alimentos não perecíveis começa a coletar brinquedos e livros.
Esta edição marcou a mudança de paradigma da campanha, que sai do emergencial, deixando de recolher e distribuir alimentos, e vai para o estrutural, passando a lutar pelo fim do analfabetismo e por uma educação de qualidade para todas as crianças e jovens brasileiros, em especial os excluídos. É a luta pelo resgate do direito de sonhar com um futuro melhor através do acesso à educação e à cultura, efetivos instrumentos de inclusão social.
 

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