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Bairro Belvedere tem um quarteirão sem iluminação
Divinópolis |
Terça-feira, 27 de julho de 2010
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| O poste mais próximo tem sua luz virada para a outra rua |
JESSICA RIEGG
jessica.rabelo@gazetaoeste.com.br
O bairro Belvedere tem uma rua que fica completamente escura durante a noite, isso porque não há poste de iluminação que esteja direcionado para ela. Os moradores já reclamaram na CEMIG e na Prefeitura, mas nenhuma atitude foi tomada. Por esse motivo tiveram que instalar um refletor para aumentar a segurança.
De acordo com a moradora da rua José Faria Barros, Neide Teixeira de Araújo Santos, a rua nunca recebeu iluminação e os moradores temem pela segurança dos filhos. “Tenho uma filha adolescente e um rapaz que viaja muito e geralmente chega de madrugada. Eu também vou pra igreja à noite e meu esposo chega de madrugada do trabalho, todos nós temos muito medo, é perigoso andar nessa rua”, contou a dona de casa.
A rua está sem iluminação da esquina da rua Havaí até onde termina a José Faria; são quatro casas sofrendo com o problema. Neide disse que já foi na prefeitura várias vezes e lá eles a encaminharam para a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). “Quando vou na CEMIG, eles me encaminham para a prefeitura. Então eles te jogam pra lá, te jogam pra cá e não resolvem nada”, explicou Teixeira.
Ela afirmou que na última vez que foi à prefeitura reclamar do problema o rapaz não a tratou com educação. “Eu falei com ele que a rua aqui de casa é escura, não tem poste, ele falou pra mim: pois é, vocês não sabem votar. Não sei votar mesmo não, porque eu não era daqui”, indignou-se a moradora.
Neide mora há três anos na rua e sempre pagou a taxa anual de iluminação pública, que segundo ela, é de R$9,80. Somando os valores ela já gastou quase R$30,00 sem nenhuma necessidade. “Além disso, eu tive que colocar um refletor no portão pra melhorar um pouco, com isso é lógico que eu tenho mais despesa. Então eu pago a taxa e mais os custos desse refletor. Eu sei que é pro nosso benefício, mas acredito que é dever da prefeitura fazer”, acrescentou o marido dela, Élson Ferreira dos Santos.
Rede de esgoto
Outra reclamação do casal é com relação à rede de esgoto. Assim como os vizinhos, eles usam fossas, pois não tem uma rede de esgoto. “Às vezes a gente tava jantando tinha que fechar a casa toda pra poder conseguir comer por causa do mau cheiro. Tem dia que fica tudo a céu aberto”, contou Neide. “É um absurdo em pleno século XXI você ter que conviver com fossa, com escuridão”, completou Élson.
Pavimentação
A rua também não possui calçamento e por esse motivo os moradores sofrem com poeira e lama. “A Prefeitura não cuida da rua, uma única vez, nesses três anos, passaram o trator e mais nada”, afirmou a dona de casa.
Por esse motivo Élcio pega sua enxada nos horários de folga e tenta capinar a rua. “Coisas grandes, como colocar o Hospital Público Regional aqui perto eles conseguem e estão fazendo, mas porque não conseguem melhorias simples como essa? A vizinhança toda está carente de luz, não pode ser assim”, finalizou o metalúrgico.
Eles já fizeram contato com a prefeitura para fazer um calçamento, pagando todo o material. Apesar disso, os dirigentes afirmaram que há outras prioridades de calçamento, e a rua terá que aguardar mais.
A nossa equipe tentou fazer contato com o responsável pelas obras em Divinópolis, o secretário da Usina de Projetos, Lúcio Espíndola, mas ele está viajando em Brasília e só retornará na próxima semana.
Link direto: http://bit.ly/crwwRX
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