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Moradores do Porto Velho pedem ajuda com relação ao trânsito

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Divinópolis  |  Sábado, 24 de julho de 2010

O número de acidentes no primeiro semestre de 2010 ultrapassa as estatísticas do mesmo período do ano passado. Se não houver melhoria no trânsito, moradores prometem realizar ato público

CARINA LELLES
carina.lelles@gazetaoeste.com.br


O Conselho de Moradores do Bairro Porto Velho pede uma atenção especial das autoridades para a rua Goiás. A via é palco de acidentes e atropelamentos, além de ser ligação para a região mais populosa do município, com a cidade de Carmo do Cajuru e o aeroporto Brigadeiro Cabral.

Há 10 dias, a Gazeta do Oeste publicou o atropelamento de Militino Duque de Faria, de 74 anos. O idoso teve ferimentos grave e permanece internado. Este foi mais um dos acidentes registrados ao longo da rua Goiás no bairro Porto Velho e cansados de tanta insegurança, moradores pedem por mais fiscalização e humanização do trânsito local.

O vice-presidente do Conselho de Moradores do Bairro Porto Velho, Hélio Germano, afirma que várias reuniões foram feitas entre o Conselho e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Settrans), com o ex-secretário Gentil Alberto de Menezes. “A rua Goiás, entre a Getúlio Vargas e a praça Dulphe Pinto de Aguiar, tem sido palco de inúmeros acidentes nos últimos tempos. Esses acidentes têm ocorrido em um ritmo que preocupa as famílias. O Porto Velho é um bairro que possui uma população idosa muito grande e temos escolas. O risco para estes idosos e crianças, e também toda população, é eminente. Por causa disso tudo, a população tem feito um apelo dramático junto a Settrans”.

Germano ainda ressalta que mesmo com as várias reuniões, pouco foi feito e que haverá, na próxima semana, outra reunião, desta vez com o secretário interino, João Luiz de Oliveira (Pancho). “Não conseguimos evoluir praticamente nada neste período, mesmo acontecendo os acidentes e atropelamentos, mesmo os motoristas e motociclistas subindo ou descendo a rua a 100 quilômetros por hora. Por isso estamos aqui, pedindo ajuda a Gazeta do Oeste para sensibilizar o prefeito, porque se ele quiser que aconteça, ele faz acontecer”.

Em uma das reuniões realizadas, foi prometida aos moradores a colocação de um redutor de velocidade. “O representante da Settrans prometeu que iria colocar na via redutor de velocidade, mas isso não aconteceu e nós não podemos esperar mais. Uma das propostas do Gentil foi que a gente conseguisse voluntários para ajudar a educar os motoristas, eu achei isso uma maneira simplista de ver o problema”, conta o vice-presidente do Conselho.

O Conselho de moradores do bairro Porto Velho conta com o apoio da paróquia Nossa Senhora de Fátima, o supermercado ABC, a Escola Estadual São Tomás de Aquino (Estadual) que tem mais de mil alunos, o Guarani Esporte Clube. “Todos fizeram coro a Settrans e não foram ouvidas. Isso denota uma indiferença muito grande por um problema tão sério”, indigna-se.

Fiscalização

Segundo Hélio Germano, se houvesse fiscalização no local, o número de acidentes poderiam ser menores. “No viaduto do Porto Velho tem quatro placas limitando a velocidade em 40 quilômetros por hora, mas a maioria dos motoristas não respeita porque não tem punição. Dentro de toda a área urbana de Divinópolis eu te garanto que ninguém nunca foi multado por excesso de velocidade. Eu perdi uma irmã atropelada na 1º de Junho há pouco tempo e o motorista simplesmente atropelou, matou e foi embora, não deu nada para ele”, conta.

Outra parte do problema da rua Goiás, relatado por Hélio é com relação a inclinação da rua. “Uma placa, que o Conselho conseguiu colocar junto a prefeitura, na praça proíbe a descida de veículos pesados e isso não é respeitado e nem fiscalizado. Este tipo de veículo também é proibido subir e continuam subindo”, avalia.

Segundo Germano, existe um movimento coordenado pelo Conselho do Porto Velho, direcionado para a prefeitura, especificamente para a Settrans para humanizar o trânsito, dar condições de o cidadão atravessar a rua sem maiores riscos. “Com os veículos transitando a uma velocidade de 80, 100 quilômetros por hora, não tem como evitar estes acidentes. Nós não estamos pedindo muito, a gente só quer a preservação da vida. A gente precisa de sinalização e fiscalização, quem sabe se depois que multar uma meia dúzia de motoristas, o restante tome consciência e respeite as leis de trânsito”, sugere.

Estatística

De acordo com dados estatísticos do 23º Batalhão da Polícia Militar, de janeiro a junho de 2009 foram registrados 27 acidentes e/ou atropelamentos na rua Goiás no bairro Porto Velho. No mesmo período deste ano já foram registrados 33 acidentes e/ou atropelamentos no mesmo trecho, um aumento de 22%.

Estudos

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, existe um estudo em andamento sobre a implantação do estacionamento rotativo na rua Goiás no bairro Porto Velho, além da colocação de redutor eletrônico de velocidade, mas que ainda são apenas estudos.

Link direto: http://bit.ly/cLe1kv Compartilhe:                     
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