Semusa alega falta de leitos
Por Liziane Ricardo - da redação
liziane.ricardo@gazetaoeste.com.br
Durante a segunda reunião ordinária da Câmara Municipal, o vereador Edson Sousa (PDT) utilizou da Tribuna Livre para denunciar o caso de um jovem servente de pedreiro que está há quase dois meses na fila de espera por uma cirurgia na mão. A família do jovem em um ato de desespero procurou o vereador para que alguma providência seja tomada.
O parlamentar como membro da Comissão de Saúde, foi procurado pela mãe de Breno Felipe Fernandes Sabatine, 22 anos. Segundo ela (a mãe) no último dia 13 de dezembro de 2009, seu filho que é servente de pedreiro, teria sofrido um acidente com material de vidro em sua mão, vindo a comprometer os movimentos dos tendões. “Há mais de quarenta dias que o jovem está sem trabalhar, por não conseguir levantar uma folha de papel, correndo risco de perder a mão. Devido a família, ser muito simples, de origem humilde, ele (Breno) e seus entes tem passado fortes dificuldades. Acho um absurdo, só porque se trata de um jovem pobre, que não é filho de nenhuma autoridade, ou mesmo de ‘poderosos’ da cidade, seja deixado de lado, pois saúde deve ser caso de prioridade para todos”, reclamou o vereador em seu pronunciamento na tribuna.
Segundo o parlamentar, ele tentou contato com o diretor do Pronto Socorro Regional (PSR) na tentativa de solucionar o mais rápido o problema do jovem. “Conversei pessoalmente com o responsável pelo Pronto Socorro, mas ele me afirmou que tem dezenas de pessoas na frente, mas que no máximo poderia estudar a forma mais rápida para resolver o problema do Breno. Neste caso, estou à espera de uma resposta do legislativo, se nada for feito, meu próximo passo será encaminhar o caso para o Ministério Público”, disse Sousa.
Em resposta ao pronunciamento do pedetista, o Secretário Adjunto de Saúde, Gilmar Santos, esclareceu que este é um problema antigo de falta de leitos no hospital, uma vez que são disponibilizados 2,5 leitos para cada mil habitantes, além de atender a micro e macro região Centro-Oeste que engloba 22 municípios. “A secretária de saúde tem feito ao máximo para atender a todos os casos mais urgentes. Assumimos a demora, mas a população deve entender que temos uma demanda muito maior do que nossa capacidade”, explicou Santos. Em relação ao caso ser apresentado junto ao Ministério Público, o secretário adjunto, avalia que pode acontecer da justiça exigir que seja arrumada uma vaga imediata para determinados casos, mas ele acredita que: “eles (a Justiça) terá como opção escolher de 1 a 11 dos casos urgentes para ser retirado da fila de espera e em seguida correr o risco de morrer”, pontuou.
O Pronto Socorro atende por dia 11 mil pessoas, no entanto, a cada semestre existe um cronograma de leitos a serem ampliados. De acordo com o próximo cronograma para 2010, serão ampliados mais 60 leitos ao desenrolar dos meses de março a maio. O secretário ressaltou ainda que em 2010 será implantado também pelo Ministério da Saúde o programa de leitos domiciliar, com acompanhamento de médico, enfermeira e agente comunitário. “Ainda não temos previsão para quando será essa implantação, mas acredito que será uma grande solução quanto ao problema de leitos” finalizou o secretário.
A reportagem da Gazeta do Oeste, tentou contato por telefone com a família do jovem, mas ninguém foi encontrado no número descrito em sua ficha de atendimento do PSR.