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Acordo salarial entre Sinvesd e Soac teve fim

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Divinópolis  |  Quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Presidente do Soac, afirma não ser o ideal o resultado do acordo
Presidente do Soac, afirma não ser o ideal o resultado do acordo

A partir deste mês, os trabalhadores da confecção já receberão os salários com reajuste

POR NATALIA SANTOS - DA REDAÇÃO
natalia.santos@gazetaoeste.com.br


Acabou ontem (03), em reunião conciliatória na sede do Ministério do Trabalho e Emprego de Divinópolis, a novela do desacordo entre o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd) e o Sindicato dos Oficiais Alfaiates Costureiras e Trabalhadores na Indústria de Confecção de Roupas de Divinópolis (Soac). O índice de reajuste para os salários dos trabalhadores do setor confeccionista foi decidido de comum acordo entre as duas partes. Para aqueles que recebem acima do piso, ficou acertado em 6%. Esse novo valor de reajuste passa a valer neste mês, com cálculos retroativos a partir de setembro de 2009.


A discussão sobre este índice vinha ocorrendo desde o final do terceiro trimestre do ano passado, período da chamada Data Base da categoria. Os valores estabelecidos para os pisos salariais foram mantidos. Para arrematadeira o valor é de R$500,00 de setembro de 2009 a dezembro de 2009 e de R$515,00 a partir de janeiro de 2010. Para as costureiras o valor do piso é de R$530,00 e para a função de cortador o piso é de R$580,00. As cláusulas sociais foram mantidas até setembro de 2011.


De acordo com a nota divulgada pelo Sinvesd, para o presidente da associação, Antônio de Araújo Rodrigues Filho, o entendimento foi uma demonstração de maturidade das partes. “Depois de mais de 120 dias de impasse conseguimos um índice que os empresários terão condições de bancar. Mais do que isso seria inviável para o setor. A indústria brasileira fechou 2009 com retração em relação ao ano anterior e aqui, a realidade não foi diferente” acrescentou Rodrigues.


Para o presidente do Soac, Máximo Vieira dos Santos, o resultado do acordo foi bom, mas segundo ele, não é o ideal para a classe. “Começamos a discussão pedindo um ajuste de 15%, e foi nos oferecido 4,8%. No decorrer do tempo, vimos que precisaríamos de ajuda, porque se não o acordo não ia sair. Foi daí que procuramos o Ministério do Trabalho e Emprego da cidade”, conta, afirmando que se não fosse esta ajuda, possivelmente esta concordata não iria sair, “o ministério facilitou, intermediando as negociações”.

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