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Profissão mais bem paga é Medicina
Quinta-feira, 28 de julho de 2011 às 13h 41 - Atualizado às 15h 12 - Por: André Bernardes

Quase todas as pessoas esbarram na dúvida de escolher qual carreira seguir. Com o desenvolvimento do país, diversas profissões estão em alta no momento, oferecendo um mercado amplo e com bons salários. Mas especialistas alertam para que a decisão da carreira não seja baseada apenas nestes quesitos.


O mercado está em alta hoje e consiste em profissões como medicina, área biológica e as engenharias. De acordo com Carlos Espíndola, diretor de um curso preparatório para vestibular, essas profissões refletem o atual cenário brasileiro e a chegada da Copa do Mundo e Olimpíadas no país. “O candidato precisa conhecer tudo que está disponível no mercado para ele, o que é mais procurado são os cursos clássicos como administração, direito, engenharia, medicina,  isto  do ponto de vista tradicional é o que dá mais demanda. Agora muita gente desconhece a quantidade de ofertas que temos hoje” disse o diretor.
 

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, as profissões que lideram os melhores salários no Brasil são medicina, administração e direito. Apesar da abertura no mercado, as engenharias aparecem em quarto lugar na lista com salários à partir de R$4.931 para graduados.


Apesar do bom salário, Carlos diz que escolher a carreira olhando mercado e salário pode ser um risco. “ Isso é um risco, inclusive a escolha é feita muito cedo. Eu acho que se você entrar no curso e largar é melhor, pois dificuldades você terá em qualquer área. Há pouco tempo atrás fisioterapia tinha uma procura muito grande mas hoje está saturado. Depende do que a pessoa quer fazer da carreira dela. Se a pessoa que faz fisioterapia e vai para norte do país por exemplo ganha dinheiro mas se ficar aqui fica mais apertado” comparou.


A estudante de Medicina Janaína Flávia se formou em Direito em 2002. Ela contou que sempre gostou da área de medicina, mas não conseguiu passar no vestibular por duas vezes. Então, através do conselho de uma amiga, decidiu estudar Direito por ser uma carreira bem remunerada.

“Comecei o curso e na metade dele desanimei, porém fiquei com pesar de largar. Formei e tentei fazer uma pós, mas cheguei à conclusão de que não gostava do direito. Reincidi o contrato da pós e me dediquei para estudar medicina” lembrou. Janaína passou no vestibular da Universidade Federal de Ouro Preto e hoje garante fazer o que gosta. “É um curso difícil, mas vale a pena passar por todas essas dificuldades, porque hoje eu tenho um realização pessoal” disse.
 

A psicóloga Sue Ellen Parreira  Salomão aplica testes vocacionais e diz que é comum o candidato se decepcionar quando o resultado do teste não condiz com a vontade. “Muitos ficam decepcionados ainda mais quando são jovens, pois esbarram em opiniões de familiares, os pais também ficam decepcionados com nosso retorno, mas isso é pontuado antes. A escolha não é aquilo que a pessoa vem querendo. No processo de orientação muita gente descobre muitos talentos” diz.

 

Profissões em alta x Garantia de emprego

 

Especialistas afirmam: Quem procura um curso apenas pelo financeiro tem pouca chance de ser um bom profissional. Carlos Espíndola afirma que é preciso ter talento para a profissão e que mesmo em profissões em baixa, a pessoa consegue ter bons resultados.


“Hoje em dia temos dificuldade de conseguir mão de obra. Não tem mão de obra qualificada. Eu acho que o principal fator é a pessoa encontrar o que gosta de fazer e tem talento para fazer. Tudo tem mercado. Todos os cursos têm emprego” afirmou.


Carlos disse que se preparar durante o curso é essencial. “Tive o caso de dois alunos fazendo engenharia, um na federal durante o dia e outro na particular à noite. Quando os dois se formaram, o que estudou na particular já estava empregado, pois ele pode trabalhar na área durante o curso já o que se formou na federal teve dificuldade de entrar no mercado, pois ficava o dia todo estudando e praticou pouco” revelou.


Sue Ellen complementou. “Quando você faz o que ama ou gosta, você dedica mais e seu envolvimento é maior então a chance de destacar é maior ainda” explicou.

 

 

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