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Manifestantes afirmam que só saem da Câmara quando houver a solução para as reivindicações
Quarta-feira, 3 de julho de 2013 às 7h 21 - Por: Carla Mariela
Manifestantes de Divinópolis estão acampados no 2º andar da Câmara desde a noite de segunda-feira para reivindicar sobre as melhorias no serviço do Poder Legislativo, dentre outras reivindicações. Os manifestantes montaram barracas e relataram que só sair

Manifestantes de Divinópolis estão acampados no 2º andar da Câmara desde a noite de segunda-feira para reivindicar sobre as melhorias no serviço do Poder Legislativo, dentre outras reivindicações. Os manifestantes montaram barracas e relataram que só sairiam da Casa Legislativa após as devidas soluções.

A reportagem da Gazeta compareceu à Casa Legislativa onde ainda havia um grupo concentrado no 2º andar, junto com a coordenadora do Sind UTE, Maria Catarina, na qual falou em nome dos manifestantes.
Maria Catarina abordou que ela é uma pessoa que luta há muitas décadas e que não estaria na Câmara sem ter a certeza que o grupo que ali se encontra tem que ser respeitado a partir do ponto de vista social. Para ela, existe um monte de pessoas que estão eternamente indignados, mas não tem coragem nem de comparecer na casa legislativa para apoiar o movimento.
Conforme a coordenadora, ela enaltece e apoia esta manifestação mesmo que estejam somente dez, quinze, ou vinte pessoas, reivindicando. Para ela, estes são aqueles que não vão desistir. “Estes manifestantes que se encontram aqui na câmara são ousados, quem é que teve esta coragem de fazer isso em épocas passadas? Onde está o que estavam criticando? Eu penso que todo o movimento que surge tem um valor muito grande, tem que ser respeitado. Sou uma pessoa de movimento social, de lutas de muitos anos, representando o meu sindicato”, ressaltou.
Entretanto, Catarina, disse que dará seu apoio na medida do possível pelo fato de estar preparando uma grande greve em Belo Horizonte. Segundo ela, o grupo concentrado na Casa Legislativa a representa. “Tenho a certeza que podemos contar com eles e eles também conosco. Convoco aqui os médicos, os historiadores, os geógrafos, os sociólogos de Divinópolis, e mais professores para somar com este movimento. É isso que nós precisamos, de uma organização positiva”, destacou.
Em relação às críticas, a coordenadora abordou que recebe muito bem desde que vem para o debate e possa somar. Dentre as pautas reivindicadas estão: revisão do contrato da Copasa, pedido do funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), redução dos preços das passagens do transporte coletivo, mudança no horário das reuniões da Câmara para 19h para que os trabalhadores possam participar.
O estudante do Cefet, Josué Felipe Gonçalves Ferreira, disse que o grupo conversou com o presidente da Câmara, Rodyson Kristnamurti (PSDB), e o que foi dito pelo presidente é que ele iria fazer uma viagem, uma vez que os vereadores estão em recesso, e que ao retornar da viagem ele marcaria uma reunião com o grupo.

 

A Câmara


O presidente da Câmara, Rodyson Kristinamurti concendeu coletiva a imprensa na tarde de ontem. Antes dessa coletiva, o vereador, por telefone, disse a reportagem que respeita as manifestações, por serem saudáveis e legítimas. Para ele, a partir do momento que não está havendo a depredação do patrimônio privado e público, ele é a favor do manifesto e afirmou que não chamará a polícia, pois ele permitiu a entrada dos manifestantes no legislativo.
Ao citar uma das reivindicações do grupo relacionada com a mudança do horário das reuniões ordinárias, passando de 14h para 19h. O presidente explicou que não é contra a solicitação, mas existem muitos fatores que precisam ser analisados antes que ocorra uma mudança. Ele relatou que se houver modificação, terá mudança no regimento interno, além disso, à noite, por exemplo, normalmente são realizadas reuniões especiais, audiências públicas, entrega de comendas e passando as reuniões para a noite dificultará no sentido destes encontros.
Ele ainda ressaltou sobre a veiculação da reunião, que se for à noite, a TV Câmara terá que competir com o jornal, com a novela. Além disso, ele abordou que ficará difícil até para a própria imprensa publicar tudo que ocorre durante reunião ordinária.
Durante entrevista coletiva, o assessor de comunicação da Câmara, Flávio Ramos, leu uma nota oficial. Nesta nota foi relatada que a Câmara, através da mesa diretora, a respeito da ocupação da sede do Poder Legislativo e das solicitações que foram enviadas pelos manifestantes, esclarece que o ofício dos manifestantes apresenta várias questões, porém, somente uma diz respeito à Câmara que é a solicitação do horário da reunião como já citado acima.
Conforme a nota, a mesa diretora informou que o corpo técnico da Câmara já foi acionado para apresentar um estudo de viabilidade concluído em um prazo de 15 dias quando será apresentada a comissão nomeada pelos manifestantes que poderão avaliar e contrapor argumentos. A reunião para apresentação do resultado do estudo aos interessados é 15 de julho, às 14h.
O presidente da Câmara por duas oportunidades já conversou diretamente com os manifestantes. A mesa diretora destaca seu respeito pelos princípios democráticos e seu repúdio a ações de vandalismo, estas se verificadas serão contidas. Caso a manifestação foge do padrão não deixando o legislativo trabalhar, o presidente disse que infelizmente vai ficar prejudicado os trabalhos da instituição.
Após a nota ser repassada para a imprensa o presidente foi até os manifestantes novamente na tentativa de um diálogo. No final, o presidente decretou ponto facultativo para os servidores da Casa até que os manifestantes desocupem o local.

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